China elimina o reembolso do IVA: o que muda nos fornecimentos fotovoltaicos

O mercado fotovoltaico internacional prepara-se para uma alteração estrutural com impacto direto nos preços e no fornecimento
O setor fotovoltaico global prepara-se para uma alteração estrutural com impacto real nos preços, no planeamento e na cadeia de fornecimento. Na FirstRule, defendemos que informação antecipada não é apenas útil, é uma vantagem competitiva.
A China anunciou a eliminação do reembolso do IVA nas exportações de produtos fotovoltaicos, uma decisão que afeta diretamente módulos, componentes e sistemas de armazenamento a nível global. Esta medida não é temporária nem simbólica: representa uma mudança profunda no equilíbrio de preços que o mercado conheceu na última década.
O que vai mudar, na prática
A partir de abril de 2026, o reembolso do IVA aplicado às exportações chinesas de módulos, células e outros equipamentos fotovoltaicos será eliminado. O impacto esperado traduz-se num aumento de preços entre 10% e 15% nos equipamentos fotovoltaicos e de armazenamento.
No caso específico dos sistemas de armazenamento, a retirada do incentivo será gradual, culminando na sua eliminação total em 2027. Este mecanismo fiscal foi, durante anos, um dos principais fatores que sustentou preços extremamente competitivos à escala global. A sua remoção não é um episódio isolado, é um ajuste estrutural do mercado.
Impactos esperados no mercado europeu
As consequências desta decisão irão fazer-se sentir em várias frentes:
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Pressão ascendente nos preços de origem, sobretudo em módulos e componentes críticos
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Necessidade de revisão de margens e orçamentos por parte de instaladores e distribuidores
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Aumento da procura antecipada antes da entrada em vigor da medida, com possíveis constrangimentos logísticos
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Maior relevância de fornecedores com capacidade de planeamento, negociação e stock
Num contexto como este, improvisar sai caro.
Como a FirstRule se posiciona
Na FirstRule, acompanhamos estas mudanças de forma próxima e estratégica, não reativa. O nosso trabalho diário passa por:
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Antecipar impactos na cadeia de fornecimento
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Negociar condições estáveis com parceiros industriais
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Garantir continuidade, previsibilidade e qualidade, mesmo em cenários de transição
Mais do que reagir a aumentos de preço, acreditamos que este novo enquadramento reforça uma verdade simples: decisões bem informadas, baseadas no custo total do sistema, fiabilidade dos equipamentos e suporte ao longo do tempo, são as que protegem o negócio.
O que recomendamos aos nossos clientes
Perante este cenário, a recomendação é clara:
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Planeamento antecipado de encomendas para 2026 e 2027
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Revisão de propostas e contratos de médio prazo
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Conversas abertas connosco sobre volumes, prazos e diferentes cenários
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Foco em soluções consistentes e sustentáveis, não apenas no preço unitário
Antecipar é decidir melhor
Estamos disponíveis para analisar o impacto específico desta medida no seu negócio e apoiar o planeamento dos próximos meses.
Num mercado em transformação, quem se antecipa não reage, decide melhor.